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ARRUDA POR UM FIO
A situação do governador do DF está insustentável. Acuado e abandonado por seus próprios aliados, ele resolveu partir pra guerra e espancar estudantes que protestavam em frente ao Palácio do Buriti pedindo a sua saída. Foi um ato de covardia que atingiu até a imprensa que cobria a manifestação. Fotógrafos e cinegrafistas foram literalmente atropelados pela cavalaria do governador. A PM não poupou nem mesmo pessoas que nada tinham a ver com o ato.
Populares que passavam pelo local também foram agredidos, como se fossem integrantes do movimento.
Numa última tentativa de se manter no poder, o governador pediu a desfiliação de seu partido (DEM) no dia 10 desta semana. Com isso, ao ficar sem partido, ele não poderá ser candidato a nada no próximo ano. Pretendia disputar a reeleição, mas agora, nada mais resta ao governador não ser tentar barrar os vários processos de impeachment que foram impetrados na Câmara Legislativa, onde tem maioria dos deputados. Só que muitos deles estão envolvidos no “escândalo do panetone”.
Nesta quarta-feira (9), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) protocolou na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda e seu vice Paulo Octávio, ambos do DEM. O presidente do Sintect/DF e da CTB/DF, Moysés Leme, esteve durante todo o dia junto aos manifestantes e endossou o discurso do partido: "não podemos pedir somente a saída de Arruda. Contra o vice existem provas robustas no inquérito policial. Ele participava de todo esquema montado no governo do Distrito Federal", afirmou o presidente regional do PCdoB, Augusto Madeira.
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