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MATURIDADE, FORÇA, UNIÃO E RESPONSABILIDADE PARA ENCAMINHARMOS
AS LUTAS HISTÓRICAS DE NOSSA CATEGORIA E OUTRAS QUE VIRÃO

Diante de um clima de insegurança e de um comando dividido, a greve dos trabalhadores do DF e Entorno iniciada no dia 16 deste mês e que culminou com a volta ao trabalho à zero hora do dia 26 só não teve um desfecho desastroso graças à maturidade do Sindicato que soube conduzir a base até a hora exata de interromper o movimento,

não deixando que uma parte do comando conduzido por correntes irresponsáveis e oportunistas como PCO, Conlutas, MLR e parte do ASS levassem a categoria para o buraco no simples intuito de tentar desmoralizar a direção do sindicato perante a base. Isso mesmo companheiros: pasmem! Não fizeram a greve pensando em melhorias para os trabalhadores coisa nenhuma.

Os representantes dessas tendências têm a filosofia do quanto pior melhor, pois é óbvio que não existirá oposição se tudo der certo. Eles usam essa tática para garantir o seu lugar como grupo de opositores dos verdadeiros representantes dos trabalhadores. Caso o Sindicato errasse em sua orientação, os trabalhadores sairiam prejudicados e esses grupos vitoriosos, já que a categoria responsabilizaria o sindicato por indução ao erro e aí é que os opositores entram para dar continuidade a sua política de enfraquecimento do sindicato em detrimento de toda a categoria.

Esses opositores fizeram um jogo dúbio tentando enganar os trabalhadores com uma proposta inexistente pondo em risco o nosso acordo coletivo. Aí sim seria um verdadeiro desastre com a provável perda de conquistas até agora alcançadas e com avanços em algumas cláusulas sociais como:

- Adicional para carteiro feminino após o 5º mês de gestação;

- Convênio Farmácia;

- Antecedência de 48hs p/ convocação de trabalho aos fins de semana e feriados;

- Dez minutos de tolerância p/ bater o cartão de ponto;

- Reuniões setoriais de 40 min.

Até o último dia de greve o Sintect/DF foi coerente em seu propósito de seguir as orientações do Comando Nacional e respeitar as decisões dos trabalhadores nas assembléias. Trabalhadores esses como Atendentes, Carteiros, Ott’s, Motoristas e Técnicos, que junto com a direção do sindicato realizaram várias atividades como Visita a Câmara Federal, Passeata, Carta Aberta à população, Carta aos Deputados e Carta ao Presidente Lula. Tudo isso sem deixar de ressaltar a presença ativa de mulheres guerreiras que desde as ultimas campanhas vem se conscientizando e participando ativamente das lutas de nossa categoria.

No entanto, o sentimento de revolta e indignação ficou claro depois que veio a tona a manobra deste pseudo comando dos quatro, que com seus discursos políticos eleitoreiros atacou a direção do sindicato e a categoria, visando somente as eleições sindicais. Na verdade, queriam prejudicar a todos para, depois que tudo estivesse perdido, empurrar a culpa em alguém. Somente no último minuto esse pessoal foi desmascarado. Tentaram encaminhar na assembléia uma proposta que já havia sido retirada no TST porque eles a rejeitaram passando por cima da vontade e do poder de decisão dos trabalhadores. O comando mentiu quando afirmou que a proposta do Ministro estava mantida.

Na iminência de uma arapuca que estava sendo armada no TST e sabendo que essas correntes nunca assinaram nenhum acordo e que nunca vai assinar, o sindicato de São Paulo ficou sem alternativa, pois essa conjuntura prejudicaria o trabalhador, então decidiu pela volta ao trabalho. Esse quadro exigiu que uma nova avaliação fosse feita e decidiu-se pelo fim da greve sob pena de perder direitos históricos, pois, não teríamos acordo coletivo. A orientação de nosso sindicato foi aprovar a proposta da ECT com negociação dos dias.

De tudo isso ficou uma lição: divergências políticas jamais devem estar acima dos interesses da categoria. Portanto, esse comando que aí está não merece mais a nossa confiança. É hora, então, de se preparar para outras batalhas que se aproximam. Para isso, vamos nos manter unidos e mobilizados, pois ainda há muita luta pela frente como o nosso Plano de Cargos e Salários (PCCS), o projeto 3.677/08 em tramitação na Câmara, de autoria do deputado Régis de Oliveira (PSC/SP) e que tem como relator o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE). Não vamos esquecer a Participação dos Lucros e também o GTI, pois até agora não sabemos até onde favorecerá ou prejudicará os trabalhadores.

 
e-du'M@artins - Webmaster