CARTA AO PRESIDENTE
Dom, 20 de Setembro de 2009 21:36

Quem te viu, quem te vê

 

Infelizmente Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva está muito mal informado e mal assessorado. Ao criticar nossa categoria e pedir o fim da greve, ele nos ofendeu de sobremaneira ao nos acusar de covardes. Foi uma declaração infeliz e desrespeitosa para todos os trabalhadores dos correios.

 

Vamos aos fatos: os trabalhadores da ECT sempre lutaram por suas reivindicações que são históricas, ou seja, uma empresa com mais de 110 mil trabalhadores e trabalhadoras, que não têm um plano de cargos, carreiras e salários, onde o piso é de R$648,00(seiscentos e quarenta e oito reais), embora reconhecemos, com os muitos avanços conseguidos durante o seu governo. Mas a proposta que a empresa nos oferece é muito ruim. Os 9% propostos para dois anos significam 4,5% em 2009 e 4,5% em 2010, muito menos que outras categorias receberam também com imposição bianual.

 

O problema é que nos correios as gratificações de chefia chegam a R$27. 000,00(vinte sete mil reais) são mais de R$15.000 (quinze mil) cargos de função de confiança que consomem 30% da folha de pagamento e que aumentam todos os anos. A PL (participação nos lucros) é dividida de forma desumana onde alguns recebem até R$ 40. 000,00 (quarenta mil reais) enquanto a grande maioria que produz a mais valia recebe migalhas. Aí sim está a verdadeira irresponsabilidade do governo a permitir essas cifras. Aí sim está a injustiça, pois enquanto uns recebem fortunas a outros só restam migalhas. Cadê a responsabilidade do governo? Passados 7 anos deste governo, jamais vimos o Presidente falar sobre estes problemas.

 

Vejam como o Presidente está mal informado: independente da greve, existem milhões de brasileiros sem receber correspondências em suas casas devido ao déficit de funcionários na empresa. Somente no distrito Federal são 600.000 (seiscentas mil) residências. Uma de nossas reivindicações são as contratações por concurso público. O correio francês, por exemplo, tem 300.000 (trezentos mil) funcionários. Nós somos pouco mais de 110.000, o que gera uma sobrecarga. O nosso governo ainda pode gerar mais de 100.000 empregos. Basta ter coragem para investir na empresa. Ainda está mal informado o Presidente quanto ao número de presentes na assembléia. Talvez  tenha esquecido o que seja uma assembléia de trabalhadores.

 

Repudiamos a pecha de covardes. Covardia é você falar o que não acredita. Covardia seria passar por cima da decisão da assembléia. Covardia é você vender os seus princípios. Os trabalhadores dos Correios tem o direito constitucional de divergir da proposta, por mais que ela seja boa para aqueles que não precisam de viver com salário de R$648,00 e com tantas injustiças. Ficamos indignados quando vimos um carteiro de cabelos brancos com quase trinta anos serviço chorando de revolta e dizendo: “eu não acredito! O Lula não falaria isso. Alguém montou essa coisa no computador. É mentira”.

 

Por fim, precisamos negociar para sair desse impasse. Estamos abertos à negociação, pois o radicalismo da parte do governo só trará prejuízos para todos. Nossa realidade é diferente das demais empresas estatais e, por isso o governo deve refletir sobre a questão. Respeitamos o Presidente, assim como ele também deve respeitar os trabalhadores (as) dos correios e suas decisões. Enfim, presidente precisamos melhorar a proposta oferecida pela empresa para por fim a greve.

Moysés Leme da Silva Neto

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do DF e Entorno.

 

 



 

9% PARA DOIS ANOS NÃO DÁ

Em assembléia realizada no último dia 18/09,
os trabalhadores dos Correios
do DF
decidem manter a greve por tempo indeterminado

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Qua, 16 de Setembro de 2009 23:39

 

A GREVE FICA MAIS FORTE

 

Primeiro dia de paralisação ecoa na Câmara dos Deputados

Trabalhadores e trabalhadoras dos Correios intensificaram a mobilização no primeiro dia de greve com uma audiência pública que contou com a presença do ministro Hélio Costa, das Comunicações, o presidente da ECT, Antônio Custódio, a Frente Parlamentar em Defesa dos Correios e vários outros deputados. Após o encontro na Comissão do Trabalho e Administração da Câmara dos Deputados, foi realizada uma assembléia próxima ao local e ficou decidida a continuidade da greve por tempo indeterminado.

No primeiro dia de paralisação, os trabalhadores mostraram que estão no firme propósito de alcançar seus objetivos comparecendo em massa à audiência e ocupando em seguida boa parte do canteiro central da Câmara. A direção do SINTECT/DF se reuniu com os deputados para solicitar empenho no sentido de barrar o projeto 3677/2008, de autoria do deputado Régis de Oliveira (PSC/SP) e que tem como relator o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE) determinando o fim do monopólio postal. No entender do presidente do Sindicato, Moysés Leme, “este fatídico projeto simplesmente destrói os Correios. Não mediremos esforços até que ele seja arquivado para o bem das famílias de mais de 110 mil trabalhadores. Sindicatos, a Frente Parlamentar em Defesa dos Correios e outros deputados, a FENTECT, a CTB e demais centrais estão todos unidos em defesa de um correio público e de qualidade.

Em relação a greve, o deputado Chico Lopes (PCdoB/CE) solicitou à Comissão do Trabalho da Câmara que acompanhasse as negociações para que uma solução seja encontrada o mais rápido possível. Logo após a audiência, os trabalhadores realizaram uma assembléia em frente à Câmara, onde foi aprovada a continuidade da greve por tempo indeterminado e uma moção de repúdio ao projeto do deputado Régis de Oliveira. A mobilização continua nesta quinta-feira (17), quando será realizada uma nova assembléia em frente ao Ministério das Comunicações, a partir das 15horas.
 
Ter, 15 de Setembro de 2009 23:57
Assembleia dos Correios DF 
Trabalhadores dos Correios em greve

 

Os trabalhadores dos Correios do Distrito Federal e Entorno estão em greve. A decisão foi tomada em assembléia que contou com a presença maciça de trabalhadores de todos os setores e vale a partir das 00h00min deste dia 16, conforme estava previsto pela Comissão de Negociação depois de esgotarem todas as tentativas de acordo com a ECT.

 

A intransigência da empresa ao apresentar uma proposta que nem de longe atinge o que foi pedido pelos trabalhadores foi a principal causa da decretação da greve. Esta foi uma das argumentações do presidente do Sintect/DF, Moysés Leme: “Não era nossa intenção mergulhar em uma nova greve, mas o governo e a empresa forçaram esta situação. É inconcebível que uma empresa com perspectiva de lucro de mais de um bilhão, segundo o próprio ministro Hélio Costa, ofereça migalhas aos seus funcionários na hora de negociar um salário justo.”

 

Não só os trabalhadores do DF cruzaram os braços na noite de ontem. Assembléias realizadas em todo o país referendaram a orientação da Comissão Nacional de Negociação para decretar a greve por tempo indeterminado. A mobilização se intensifica a partir da manhã desta quarta-feira, dia 16, quando os trabalhadores em greve estarão concentrados em frente a Câmara dos Deputados. As 8h30 está marcada uma audiência pública com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e a Frente Parlamentar em Defesa dos Correios para discutir a reestruturação dos Correios e aproveitar o momento para tentar uma solução no impasse das negociações com a empresa.

 

Os trabalhadores dos Correios reivindicam que as negociações da PLR sejam incluídas no Acordo Coletivo, incorporação de valores ao salário, reconhecimento e reposição das perdas salariais, fim da terceirização e contratações urgentes para manter um serviço público e de qualidade a população.

 
Tentativa de privatizar os Correios é derrotada na Justiça
Qua, 05 de Agosto de 2009 20:30

O CORREIO É DO POVO

Trabalhadores dos Correios em manisfestação no STF

 

Os seis votos a quatro contra a ação que determinaria o fim do monopólio postal foram saudados por uma multidão postada em frente ao Supremo Tribunal Federal. Não era para menos. Lá estavam milhares de trabalhadores que viam seus empregos ameaçados e clamavam por uma decisão justa da Suprema Corte.

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Lula autoriza mudar a Lei Postal e a ECT
Seg, 03 de Agosto de 2009 11:42
29/07/2009
*Daniel Rittner
CarteiroAcabou de chegar às mãos do presidente Lula um relatório de 37 páginas, conclusão de um ano e oito meses de discussões no governo, sobre o futuro da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
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