Sindecteb não descarta greve nos Correios

Jornal da Cidade

 

A proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), de repassar um aumento de 3% ao salário dos trabalhadores dos Correios, será rejeitada em assembleia nesta quinta-feira (9) pelo Sindecteb (Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região). O encontro será realizado às 17h30, no Sindicato dos Ferroviários, em Bauru. O presidente José Aparecido Gimenes Gandara defende um reajuste real, acima do índice inflacionário, e não descarta a possibilidade da categoria paralisar as atividades. "A Empresa não quer corrigir nem a inflação, que foi de 5% no período. Existe sim a probabilidade de greve, porém a nossa prioridade é a negociação", ressalta.

 

No último domingo, 5 de agosto, o Sindecteb se reuniu em Bauru com 50 diretores-delegados de todas as regiões de abrangência do Sindicato para passar informações sobre a série de discussões e tratativas dos Sindicatos Unificados (Bauru, São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins) com a ECT em Brasília, na semana passada. "Aproveitamos a ocasião para pedir que as bases mobilizem os trabalhadores a participar das assembleias e a defender a nossa campanha salarial", completa Gandara.

 

A campanha salarial 2012 tem como bandeira principal a reivindicação de aumento real do salário dos ecetistas. Isso significa que o valor proposto pelo Sindecteb é superior ao percentual da inflação do período. Esta é uma tentativa de amenizar as perdas que a categoria acumulou ao longo dos últimos anos.

 

A lista de exigências também contempla assuntos, como maior transparência na aplicação do SAP (Sistema de Avaliação de Produtividade), PLR linear, contratação de mais funcionários pela Empresa, garantia da não privatização da ECT e o estabelecimento do período da manhã para a entrega de correspondências, em virtude do forte calor e da possibilidade de doenças de pele que os carteiros ficam sujeitos.

 

Greve de 2011

 

No dia 14 de setembro de 2011 foi deflagrada umas das maiores e mais abrangentes greves da história dos Correios. O Sindecteb era um dos 35 sindicatos que aderiram ao movimento por melhores salários e condições de trabalho. A paralisação se estendeu por 28 dias e os funcionários só retornaram às atividades após decisão no TST (Tribunal Superior do Trabalho), no dia 13 de outubro. O reajuste concedido à categoria foi de 6,87%, além de aumento real de R$ 80,00. Em Bauru, o movimento teve adesão de 40% dos funcionários da área operacional, como carteiros e operadores de triagem.

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